Cuidado meu anjo, o mundo é traiçoeiro.
Veja o que ele fez conosco.
Nos tirou o direito de estarmos juntos.
Ele nos levou longe e alto.
Então nos deixou cair em lados opostos.
Cuidado meu anjo, por onde quer que passe
Com qualquer um que caminhe ao teu lado
e segure tuas mãos.
Cuidado meu anjo com teus pensamentos,
com tuas dúvidas e teus "achismos".
Olha bem teu copo antes de te afogar nele
e pensa em mim quando chegar ao fundo da garrafa.
Cada cigarro caro que morrer em teus lábios
marca um dia a mais de tortura.
A cerveja barata meu anjo é a melhor
porém a que mais me da medos.
Cuidado meu anjo. Te peço cuidado.
Volte inteira, de corpo e alma.
sexta-feira, 29 de agosto de 2014
domingo, 17 de agosto de 2014
Não Sei
Você bem que podia bater na minha janela,
assim de surpresa ás 02:02 da madrugada.
Pular o muro e me acordar.
Dizer que sentiu saudade a noite.
Assim do nada pular na minha cama
pedir pra dormir agarrada em mim.
Você bem que podia me dar esse presente
me fazer acordar sorrindo.
Só porque te vi ali n'outro lado da cama
Me fazer esquecer o mundo la fora
e me dar inspiração para a escrita feliz.
Eu até me perco no tempo e esqueço de dormir.
Um filme clássico, um chá quente
e algumas idas até a janela
na esperança de que você esteja no portão
discando meu número, me pedindo pra entrar.
Só quero saber o quanto meus pés aguentam
do sofá até a janela são 7 metros
os mais longos 7 metros da minha vida.
Minha maratona pessoal toda noite.
Não sei
Penso que falta algo.
Bate aqui na janela
quantas vezes quiser.
domingo, 3 de agosto de 2014
Deita Aqui
Me conta como foi o seu dia. Conta tudo, não esconde nada.
Enquanto eu massageio teu corpo e te encho de beijos.
Me fala de tudo e de todos,
cada detalhe.
Da hora em que pisou fora de casa
até a hora em que deitou aqui do meu lado.
Diz pra mim o que te fez passar raiva
e o que te arrancou um sorriso.
Fala pra mim se foi suco ou refrigerante
no seu almoço.
Na volta pra casa comeu uma empada
numa lanchonete de esquina?
Conta o que você ouviu nos fones
pelo caminho, qual música embalou seu dia?
Quantas vezes pensou em mim?
Diz pra mim meu anjo, diz tudo
enquanto eu cuido de você.
Conta o que te fez chorar, o que te causou dor.
Agora eu te abraço e te protejo
do mundo la fora.
Adormeça aqui no meu peito
e deixa eu te acordar pela manhã com um beijo.
Com uma xícara do nosso chá.
De limão ou talvez de pêssego.
Pra te esperar com um sorriso no portão
a noite e fazer tudo de novo.
Pra gente se amar.
Enquanto eu massageio teu corpo e te encho de beijos.
Me fala de tudo e de todos,
cada detalhe.
Da hora em que pisou fora de casa
até a hora em que deitou aqui do meu lado.
Diz pra mim o que te fez passar raiva
e o que te arrancou um sorriso.
Fala pra mim se foi suco ou refrigerante
no seu almoço.
Na volta pra casa comeu uma empada
numa lanchonete de esquina?
Conta o que você ouviu nos fones
pelo caminho, qual música embalou seu dia?
Quantas vezes pensou em mim?
Diz pra mim meu anjo, diz tudo
enquanto eu cuido de você.
Conta o que te fez chorar, o que te causou dor.
Agora eu te abraço e te protejo
do mundo la fora.
Adormeça aqui no meu peito
e deixa eu te acordar pela manhã com um beijo.
Com uma xícara do nosso chá.
De limão ou talvez de pêssego.
Pra te esperar com um sorriso no portão
a noite e fazer tudo de novo.
Pra gente se amar.
segunda-feira, 28 de julho de 2014
Um Sorriso
Se bem me lembro, vi uma criança de mãos dadas com o pai.
Andei mais duas quadras, na rua onde um ipê soltava suas flores sobre o asfalto quente.
Acelerei a moto e o pensamento. Abri meu portão, entrei a passos lentos.
Lembrei de você e o terceiro e ultimo sorriso do dia escapou.
Rumo a minha cela, onde a cama e os lençóis estão imaculados desde sua ida.
Me perGunto se você se peRdeu no cAminho, pois até ontem não haVia voltado.
Já não procuro ligaçõEs ou mensagens no meu celular barato. Tão pouco te busco no Travesseiro vaziO ao mEu lado.
"Ninguém morre de amor!" É...
SonS... gesTos... gostos...
"Ninguém morre de Amor!" É...
Restam poucos pedaços aquI deNtro, tenho certeza que você irá quebrá-los também. ToDos eles.
SintO-me saiNdo da cOva, desfiz o nó e joguei a coRda fora.
Já consIgo sOrrir três vezes ao dia.
segunda-feira, 21 de julho de 2014
Bilhetinho
Analiso tudo todas as noites.
deixo de dormir pra pensar em como agir.
Vi que por mais que eu corra
a faixa da chegada sempre corre para longe.
Decidi me estagnar, e
deixar as coisas acontecerem
pela sua vã vontade.
Decidi fazer musica,
encontrar os amigos,
escrever e viver em função de mim.
A partir de agora sempre
com um belo sorriso discreto no rosto
e com olhos pequenos de observador solitário.
passo por passo pretendo ir longe
mais longe do que eu posso imaginar.
Sabes bem onde me encontrar.
segunda-feira, 14 de julho de 2014
O Amor e o Sábio: Parte 2
Estava o Sábio a contemplar o horizonte, recostado a sombra de uma árvore.
Quando seu silêncio fora quebrado por uma voz grave, porém bela. Era o Amor que o encontrava novamente.
_ Bom dia, belo dia para apreciar a sombra não é caro Sábio?
_ Mais belo ainda para sorrir! Disse o Sábio inclinando suavemente sua cabeça para a direita.
_ Creio que nosso último encontro não foi tão produtivo, e os bons ventos do norte nos deram outra oportunidade de caminharmos lado-a-lado.
_ Sabes como nasci? Perguntou o Sábio á seu acompanhante.
_ O senhor e suas histórias... Conte-me!
_ Certa vez conheci uma bela pessoa, e por ela apaixonei-me. porém tal pessoa não me amava. Você, o amor, acompanhou-me naquele dia, mais não tocou o alvo de minha paixão. Tu talvez não te lembre o quanto doeu em mim tais chibatadas. Outrora disseram-me que aquele que apanha nunca esquece o rosto de seu atacante, e é para mim a mais pura verdade.
Passei a fugir de tua presença, assim nasceu um Sábio.
Com expressão de espanto o Amor se desculpou:
_ Peço a ti as mais sinceras desculpas e pelo golpe que lhe dei retrato-me agora.
_ Desculpas aceitas. Quanto a acompanhar-me, estou bem em minha solidão. A grosso modo peço-lhe que te mantenhas afastado de minhas retinas, distante o bastante de meu toque para que assim não me machuques novamente. Ainda sou Sábio por fugir-te ás amarras.
Quando seu silêncio fora quebrado por uma voz grave, porém bela. Era o Amor que o encontrava novamente.
_ Bom dia, belo dia para apreciar a sombra não é caro Sábio?
_ Mais belo ainda para sorrir! Disse o Sábio inclinando suavemente sua cabeça para a direita.
_ Creio que nosso último encontro não foi tão produtivo, e os bons ventos do norte nos deram outra oportunidade de caminharmos lado-a-lado.
_ Sabes como nasci? Perguntou o Sábio á seu acompanhante.
_ O senhor e suas histórias... Conte-me!
_ Certa vez conheci uma bela pessoa, e por ela apaixonei-me. porém tal pessoa não me amava. Você, o amor, acompanhou-me naquele dia, mais não tocou o alvo de minha paixão. Tu talvez não te lembre o quanto doeu em mim tais chibatadas. Outrora disseram-me que aquele que apanha nunca esquece o rosto de seu atacante, e é para mim a mais pura verdade.
Passei a fugir de tua presença, assim nasceu um Sábio.
Com expressão de espanto o Amor se desculpou:
_ Peço a ti as mais sinceras desculpas e pelo golpe que lhe dei retrato-me agora.
_ Desculpas aceitas. Quanto a acompanhar-me, estou bem em minha solidão. A grosso modo peço-lhe que te mantenhas afastado de minhas retinas, distante o bastante de meu toque para que assim não me machuques novamente. Ainda sou Sábio por fugir-te ás amarras.
segunda-feira, 7 de julho de 2014
Saudade do Sol
Mais um copo, ou dois.
Procuro me manter tonto,
me embriago e penso depois.
No meio tento viver.
Apago a luz e tudo gira,
egocêntrico que sou, acho belo isso tudo
E tudo tão psicodélico
um maldito circulo vicioso.
Deito-me buscando conforto
encontro uma cama enorme e vazia,
encontro saudade
e tudo ainda gira. Eu tento sorrir.
Um rabisco aqui, outro ali.
São flashes de memória, pensamentos.
Tudo é tão confuso, tão vazio.
Tudo esta girando.
Apago por segundos
e mesmo desligado, penso e lembro.
Choro no silêncio, escondido.
Longe de tudo e de todos.
Com saudade do sol.
Procuro me manter tonto,
me embriago e penso depois.
No meio tento viver.
Apago a luz e tudo gira,
egocêntrico que sou, acho belo isso tudo
E tudo tão psicodélico
um maldito circulo vicioso.
Deito-me buscando conforto
encontro uma cama enorme e vazia,
encontro saudade
e tudo ainda gira. Eu tento sorrir.
Um rabisco aqui, outro ali.
São flashes de memória, pensamentos.
Tudo é tão confuso, tão vazio.
Tudo esta girando.
Apago por segundos
e mesmo desligado, penso e lembro.
Choro no silêncio, escondido.
Longe de tudo e de todos.
Com saudade do sol.
domingo, 29 de junho de 2014
Primeira Hora da Segunda - Feira
Desligo tudo e te vejo,
fugindo sempre da saudade
Busco saídas no papel
e encontro sempre teu sorriso nas linhas
Um minimo barulho é tudo que quebra minha lembrança
E nem sei de onde ele vem
Demorei também a ver o amor,
e ele me fez feliz e completo
Quando resolvo ligar a TV, já nem me atento a ela
Você rouba minha atenção,
ainda que la longe sou teu aqui
Ainda afastados, somos um
Como se na noite meu corpo gritasse
Cruéis noites, cansativas e turbulentas
Cruéis também os dias, sempre longos
Tristes dias e tristes noites
Clamo por um corpo claro
de amor caloroso e selvagem e apaixonado
Clamo por olhos que me vigiavam
de perto, enquanto eu os amava
Então corro a caneta pelo papel
e mostro minha saudade
na esperança que me busque,
tire-me do meu exílio
e me de vida novamente.
Nos teus braços e abraços.
segunda-feira, 23 de junho de 2014
E Se
Se eu pudesse, me afogaria no chuveiro
Se eu soubesse, teria ficado la atras
Se eu quisesse, largaria tudo de novo
Se eu aceitasse, você correria?
Se eu lembrasse, demonstraria
Se eu sentisse, choraria
Se eu te vice, te beijaria
Se eu ousasse, me esperaria?
Se eu sumisse, me encontraria?
Se eu voltasse, me aceitaria?
Se eu beijasse, corresponderia?
Se eu enlouquecesse, me dava sanidade?
Se eu adoecesse, me curaria?
Se eu cantasse, me ouviria.
E se?
domingo, 5 de janeiro de 2014
A crônica dos 4 passinhos.
Hoje eu vi uma criança que aprendia a andar, era tão
entusiasmante quanto um peixe em um aquário. Somente uma coisa diferenciava as
duas situações: a criança trazia consigo uma lição de vida que eu creio ter percebido.
Se é que é mesmo uma lição de vida.
Ela saia dos brações de sua mãe e percorria um espaço de
pouco mais de 1 metro, até os braços do pai. Eram 4, as vezes 5 passos,
pequenos passos que na hora eram certamente o maior desafio que ela enfrentara.
Em sua primeira tentativa, muito cautelosa, ela deu 3 passos
vagarosamente até que caiu. O pai logo a agarrou pelas costelas impedindo assim
sua queda ao chão. Em meados da quarta tentativa ela já não sentia o receio da
primeira. E seus 4 passinhos eram velozes, e em seu rosto havia um lindo
sorriso sem dentes, uma gargalhada bela que me cativava. Talvez fosse por saber
que não havia perigo, ou simplesmente por conseguir aqueles quatro passinhos.
Não sei, juro, mais ela batia palmas da maneira que se comemora um gol em um
clássico toda vez que chegava aos braços de forma segura.
Eu estava ali, a observando de longe, com as lagrimas
pedindo permissão para saírem de meus olhos. Eu não deixei, talvez por orgulho,
e elas insistiam, mais eu não deixei.
Lembram-se do peixe do aquário? Ocorreu-me agora que eu era
apenas o peixe observando o humano, e não pense você que não vi sentido naquela
criança sorridente que dava 4 passinhos pra lá e mais 4 ou 5 pra cá. Eu vi sim,
vi que ela teve paciência, e que de 4 em 4 passinhos daqui a pouco ela
caminhará pelo mundo. Ela nunca saberá que eu estive ali, mais eu em meu
descanso, 7 palmos abaixo dela, ainda saberei que enquanto ela aprendia algo que
eu já sabia há muito tempo, acabou me ensinando algo que eu não tinha há muito mais
tempo.
A paciência.
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