Disse o Amor ao Sábio:
_ Te procuro há muito caro Sábio!
_ Sou certo que sim meu senhor.
_ Porque foges tanto de mim?
Paciente como sempre o Sábio responde.
_ Dizem que tu nos mostra duas faces cruéis.
_ É isso que dizem? Questionou o Amor.
_ Apelidaram-te até meu senhor.
_ Imaginei que sim. De quê?
_ Dom Sem Si Próprio.
_ Inusitado eu diria.
_ Apropriado, meu senhor, eu corrigiria.
Com um olhar tangente o Amor pergunta:
_ Eles transparecem tanto medo assim ?
_ Não é medo que reluz, é tristeza. A mais pura e dolorosa.
_ Estes tolos não intendem meu propósito!
_ Senhor, alguns receiam que não estão tristes por lhe intender, mais sim por lhe permitir.
_ Lhe digo caro Sábio; Não acredite em tudo que ouvirdes, tão pouco se provirem de terceiros.
Cabisbaixo o Sábio responde.
_ Não acredito caro mestre.
_ Pois deu a intender que creste neles!
_ Não outorgue palavras por mim, por favor.
_ Permita á mim te acompanhar?
_ Sabes o porque me chamam de Sábio senhor?
_ Não, porem sou paciente. Conte-me. Disse o Amor.
Com olhar perdido ao horizonte o Sábio declama:
_ Porque a tempos tu persegue-me, a mais tempo ainda,
eu fujo de ti.
quinta-feira, 8 de março de 2012
quinta-feira, 1 de março de 2012
inércia
Grande coisa és tu, que liga e entristece.
Pois isso até eu sem ti o faria melhor
Se tua missão é sempre esta meu caro
Ponha-te fora de minha retina
Não me diga como sofrer
Isso, creio eu, ainda sei fazer bem.
Não quero que te metas onde é desejado
Tão pouco se tal lugar for meu coração
Procure outro para saciar-se
Não olhes á mim como um alvo
Pois tua peçonha conheço bem
Até de olhos cerrados
Mando á ti o meu pesar
E junto ond’encontro-me.
Mire bem teus olhos malditos
E não perca-me jamais de vista.
Pois um dia hei de mudar:
Ás beiradas da loucura
Esquina dos amantes
Perfeito número sete
Ao pais da insanidade.
Grato por assim dizer, ao Amor.
De quem te espera sempre
Incansavelmente em inércia
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