terça-feira, 25 de dezembro de 2012

O Que Há?

Mas afinal, o que há
Atras daquele sorriso
e dentro daquele olhar
que me prende
que me enfeitiça
sempre me hipnotiza?

Mas afinal, o que há
naquele colo que me aquece
naquele toque que me estremece
que me acalma
que me acalenta
sempre me esquenta?

Mas afinal, o que há
com aqueles lábios
com aqueles beijos
que me conquistam
que me atraem
sempre me distraem?

Mas afinal, o que há?
O que há?
Há?

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Imagine

Imagine uma noite qualquer
onde a lembrança esteja no olhar

Imagine outra dor qualquer,
que dilacere sua agonia.

Imagine um corte qualquer
que faça um óbito por hemorragia.

Agora esqueça tudo
Agora durma confortavelmente
Mais reviva
Reviva tudo intensamente

Se há poesia na dor
Se há poesia na flor
Há de ter poesia no tédio
e também no sofrer do amor

Imagine, apenas imagine. 

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Quando me ver triste

Quando me ver triste
me dê caneta e papel.
Assim, ajude-me
a ceifar a dor
a dor do meu peito
meu peito gélido.
Quando me ver triste
não fale comigo,
apenas abraça-me
abraça-me forte
o quão forte conseguir.
Quando me ver triste
presenteie minha face
presenteie com um beijo.
Quando me ver triste
mantenha calma,
mantenha serenidade.
Minha lágima é o sinal
de que a dor passará
pós chuva, há o sol.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Carta a ti

Por mais que as lágimas caiam a noite,
a dor bate em minha face a todo momento.
Olhar lugares e lembrar momentos bons também e doloroso,
cada dia longe de ti é uma tortura.
Uma tortura ditatorial.
A dura pena que pago pelo meu erro é agoniante,
se as noites são difíceis é porque meu pensamento
tenta encontrar teu sorriso.
E nessa tentativa cruel meu peito se machuca.
Como doí esse peito conformado.
Como doí meu anjo! Como doí!
Pequena, peço sempre as estrelas
que atraiam a tua atenção,
como um dia eu fiz.
Lembra-te da simplicidade que é o olhar de quem ama,
lembra-te de cada verso que proclamei a ti.
Pobre prosador é o que eu sou,
prosador apaixonado e entristecido,
desconsolado sem teu ombro.
Palavras saem mais não alcançam meu alvo.
Meu alvo é você.
Necessito de mais linhas,
pois preciso escrever a ti o que não cabe em tão poucas.
A culpa é inteira minha, e se hoje
choro de saudades endereçando tal carta a ti,
arrependo-me amargamente dos meus atos passados.
So que jamais me arrependerei de uma coisa
e grito alto e claro que a melhor coisa que fiz
no meu período vivido,
foi unicamente e exclusivamente conhecer o sabor do teu beijo.
E eu sinto ele agora.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Optei

É caro leitor, eram palavras que deveriam alcançar minha amada
a questão clara é que eu vi que ela não gostaria de ser alcançada.
E como ela mesma diz, quando a decisão de não ser encontrado parte de você
ninguém pode encontra-lo.
Optei então pelo respeito.
Respeito ao meu amor, e as escolhas de quem amo.
Sabe, enquanto você passa teus olhos por cada linha, estou aqui pensando.
Pensando que meu amor é tão grande ao ponto de deixa la  longe de mim,
por vontade própria.
Por que longe de mim, quem eu amo é muito feliz.
E o sorriso dela é o combustível da minha vidinha inconstante.
Optei então pelo esquecimento.
Pois o ato de esquece-la aquece meu peito... de dor.
entretanto a dor me faz forte.
Optei também pelo homicídio.
... da minha esperança.
Eu fiz minhas escolhas, eu suportei o peito ardente
enquanto tinha forças para amar.
Agora quero apenas um sorriso dela,
pois ele fará o meu também.
E mesmo longe meu olho a procura de noite.
A procura e não a encontra.
Então caro leitor, termine de ler
e vá em busca de algo melhor pra fazer.
Porque morrer por amor, não é a coisa certa a fazer.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Sete Palmos

Oscila a dor em meu peito,
enquanto a lua esta cheia la fora.
Tenho dolo de encontrar-te agora,
pois o tempo me consome com lentidão
e eu rubrico meu óbito com saudade,
em folhas duras de solidão.
 Os invernos passaram como sempre,
porem ambos mais frios sem teu colo.
Pudera e ter você em meus braços
pois o que vejo agora, são meus dados
corretos e estampados num obituário.
 Se tiver-me ainda em teu peito
clamo á ti, ó minha metade
perdoa este pobre escritor,
que cunha tua própria lápide.
 As estações passam, as estrelas brilham,
as crianças brincam, não chove
mais faz frio, e eu escrevo a ti.
 Calo-me agora, na esperança que te encontre,
quem sabe outrora me olhe.
 Fecho meu próprio túmulo
e despeço-me a sete palmos.


domingo, 9 de setembro de 2012

Ao Tempo e ao Vento

Escrever não é simplesmente uma maneira de expressar-me, 
é também a forma que encontrei de estar perto  dos teus lábios.
Espero sempre, que você me sinta quando pronunciar minhas frases,
ou quando ouvi-las.
Pois bem maior que o brilho do sol, é a saudade que sinto de você.
Dizem que o tempo nos trás quem merecemos, notou que estamos cada vês mais perto?
Eu notei, e notei também que todas as minhas ações conspiraram para que 
quando tu chegasse, eu estivesse a te esperar.
Peço agora ao tempo, que se por acaso ouvir meu apelo entre os de tantos apaixonados,
atenda-o com carinho, o mesmo carinho que tenho pela minha amada.
E peço também ao vento, que quando soprar ao norte, faça o favor de levar minhas palavras
ao ouvido daquela que eu amo.
Hoje sou muito cético, e desapegado do sobrenatural. Foi a falta do teu colo que
me tornou frio como estou.
Mais não morreu em mim a esperança de ter-te envolvida no calor do meu peito,
muito menos de sentir teu lábio ao meu.
Perco meu sono muitas noites, confesso que é por saudade do teu olhar que isso ocorre,
porem jamais meus sonhos contigo irão morrer,
tão pouco o amor que sinto por você. 


quinta-feira, 8 de março de 2012

O Amor e o Sábio

Disse o Amor ao Sábio:
_ Te procuro há muito caro Sábio!
_ Sou certo que sim meu senhor.
_ Porque foges tanto de mim?
Paciente como sempre o Sábio responde.
_ Dizem que tu nos mostra duas faces cruéis.
_ É isso que dizem? Questionou o Amor.
_ Apelidaram-te até meu senhor.
_ Imaginei que sim. De quê?
_ Dom Sem Si Próprio.
_ Inusitado eu diria.
_ Apropriado, meu senhor, eu corrigiria.
Com um olhar tangente o Amor pergunta:
_ Eles transparecem tanto medo assim ?
_ Não é medo que reluz, é tristeza. A mais pura e dolorosa.
_ Estes tolos não intendem meu propósito!
_ Senhor, alguns receiam que não estão tristes por lhe intender, mais sim por lhe permitir.
_ Lhe digo caro Sábio; Não acredite em tudo que ouvirdes, tão pouco se provirem de terceiros.
Cabisbaixo o Sábio responde.
_ Não acredito caro mestre.
_ Pois deu a intender que creste neles!
_ Não outorgue palavras por mim, por favor.
_ Permita á mim te acompanhar?
_ Sabes o porque me chamam de Sábio senhor?
_ Não, porem sou paciente. Conte-me. Disse o Amor.
Com olhar perdido ao horizonte o Sábio declama:
_ Porque a tempos tu persegue-me, a mais tempo ainda,
eu fujo de ti.

quinta-feira, 1 de março de 2012

inércia


Grande coisa és tu, que liga e entristece.
Pois isso até eu sem ti o faria melhor
Se tua missão é sempre esta meu caro
Ponha-te fora de minha retina

Não me diga como sofrer
Isso, creio eu, ainda sei fazer bem.
Não quero que te metas onde é desejado
Tão pouco se tal lugar for meu coração

Procure outro para saciar-se
Não olhes á mim como um alvo
Pois tua peçonha conheço bem
Até de olhos cerrados

Mando á ti o meu pesar
E junto ond’encontro-me.
Mire bem teus olhos malditos
E não perca-me jamais de vista.
Pois um dia hei de mudar:

Ás beiradas da loucura
Esquina dos amantes
Perfeito número sete
Ao pais da insanidade.

Grato por assim dizer, ao Amor.
De quem te espera sempre
Incansavelmente em inércia
Para mero devaneio de fugir-te ás amarras.







quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Olhos


Aqueles olhos com a cor da esperança.
Belos olhos que dilatam a escuridão durante o dia.
Daqueles olhos que cerram na noite.
Olhos que eu amei.
Estão longe, e isso receio ser pouco.
Em constante movimento vão rumo a meu anti-horário.
Ah, aqueles olhos!
Talvez se junto a eles eu fosse fiel, ontem eu não ousaria procura-los.
Hoje eu os teria em minha face,
Sim, eu os teria!
E as lágrimas, muitas lágrimas.
Caiam sempre forte e torrencialmente,
Descrevendo-se somente por um pleonasmo.
A uma translação que não vejo quem os possui.
Porem eu os vi outra vez.
Não em corpo original, mais ainda brilhantes.
E brilhantes como sempre!
Que tal um sorriso?
Perdão! Eu falava de olhos!
Perdão! Também sorrimos com os olhos.