Estava o Sábio a contemplar o horizonte, recostado a sombra de uma árvore.
Quando seu silêncio fora quebrado por uma voz grave, porém bela. Era o Amor que o encontrava novamente.
_ Bom dia, belo dia para apreciar a sombra não é caro Sábio?
_ Mais belo ainda para sorrir! Disse o Sábio inclinando suavemente sua cabeça para a direita.
_ Creio que nosso último encontro não foi tão produtivo, e os bons ventos do norte nos deram outra oportunidade de caminharmos lado-a-lado.
_ Sabes como nasci? Perguntou o Sábio á seu acompanhante.
_ O senhor e suas histórias... Conte-me!
_ Certa vez conheci uma bela pessoa, e por ela apaixonei-me. porém tal pessoa não me amava. Você, o amor, acompanhou-me naquele dia, mais não tocou o alvo de minha paixão. Tu talvez não te lembre o quanto doeu em mim tais chibatadas. Outrora disseram-me que aquele que apanha nunca esquece o rosto de seu atacante, e é para mim a mais pura verdade.
Passei a fugir de tua presença, assim nasceu um Sábio.
Com expressão de espanto o Amor se desculpou:
_ Peço a ti as mais sinceras desculpas e pelo golpe que lhe dei retrato-me agora.
_ Desculpas aceitas. Quanto a acompanhar-me, estou bem em minha solidão. A grosso modo peço-lhe que te mantenhas afastado de minhas retinas, distante o bastante de meu toque para que assim não me machuques novamente. Ainda sou Sábio por fugir-te ás amarras.
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