segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

O livro do observador solitário


Creio apenas que os ciclos passaram
E quem antes viveu hoje já não existe
E se os olhos da saudade fecham
Os lábios da realidade os abrem
Pois a noite é minha amiga
E o dia o intruso da nossa amizade
Se eu ando só nestas ruas
Não me culpo se não vejo a lua
O sol logo vem forte e flamejante
As duas da madrugada espero seu levante
Bata em meu rosto com força
Rasgue minhas roupas com fúria
Se eu hoje escrevo com alegria
Um dia tive tristeza e euforia
Quem me bate é o amor
Quem me cura também é ele
Quem chora pode ser você

Quem lê não quero saber.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Grandes, castanhos e lindos olhos


É na imensa rodovia, na perigosa rodovia
Sem noção de espaço, sem noção de tempo
Apenas o asfalto e a saudade dos teus olhos
Grandes, castanhos e lindos olhos.

O horizonte a minha frente, sempre a frente
As lagrimas em meu rosto e a dor no peito
O vento me empurra para teu lado
E a velocidade do carro vai ao contrário.

Estamos tão longe agora, como nunca
O que você estará fazendo? O que?
O que estará fazendo amanhã? E depois?
Sem mim ao teu lado, sem meu apoio.

Que o amor me guie, me mostre
O teu caminho, o do teu colo
Dos teus olhos, dos teus olhos
Grandes, castanhos e lindos olhos.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Pedido Não Atendido

Já pedi para morrer
inúmeras vezes
pedi por morte lenta
morte indolor
e até dolorosa
nunca fui atendido.

Pedi o sofrimento
no meu peito
no minha alma
na minha pele
não fui atendido
mais uma vez.

Pedi para chorar
muito forte
tristemente
muitas lagrimas
novamente
não fui atendido.

Então você veio
sumiu a morte
nao existe sofrimento
nem lagrimas
não era o que eu queria

É o que eu preciso.
É o que eu amo

terça-feira, 5 de março de 2013

Queria eu

Queria eu levar a felicidade por meio da escrita
E desejei que nesta Era Globalizada
Minhas palavras fossem vistas
Em ambos os hemisférios de Leste a Oeste.
Sonhei uma noite que tais frases alcançariam
Tanto quem usa da mais sofisticada tecnologia
Quanto quem sinta prazer em folear um livro.
Em época de compartilhamento
Que eu tenha então felicidade compartilhada,
Pois minha felicidade está em escrever
E em saber que tudo foi lido e relido.
E se as minhas palavras curassem
Um dos maiores males do mundo, a ignorância,
Eu pediria que as curtissem e as compartilhassem.
Queria eu que a tinta da minha caneta barata
Se espalhasse e abrisse olhos
Tocasse sentimentos e mudasse hábitos
Na verdade, eu ainda quero.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Carta Ao Passado

Sinto por acender em você algo que não posso manter.
Minhas sinceras desculpas não irão suturar o peito que rasguei, isto eu sei.
Porem sabia do estrago que ocorreria, e mesmo assim se jogou no meu colo.
Não sou um poeta nesta hora, sou um inconformado em te machucar.
Desejo-lhe a felicidade eterna e bem maior que a nossa, que a minha.
 Sou egocêntrico eu sei, mais estas palavras morrerão um dia.
 Talvez você não entenda, e eu não a culpo. Afinal nem eu entendo.
Iniciei escrevendo a ti, terminarei escrevendo a não sei quem.
Espero que seja o sono chegando. Tenho saudades sabia?
De você e do sono, que ha muito não me visita.
Penso em você as vezes e durmo tarde.
Não por você mais por falta do sono, porem eu acho que o sono nao vem
por eu sentir saudades, sentir sua falta ao meu lado.
Deixo a você um beijo
Esse abraço
E também estas palavras
Se é que são para você.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Olhinhos Negros

E teus olhinhos  negros
Negros como a bela noite
Noite que me encanta
Encanta a todos
Todos que apreciam teu sorriso
Sorriso sem dentes
Dentes que virão um dia
Dia que trara alegria
Alegria que em ti irradia
Irradia muitas emoções
Emoções belas
Belas como a simplicidade
Simplicidade que habita teu coração
Coração repleto de amor
Amor de mãe
Mãe que admira
Admira e acolhe
Acolhe e ama.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

A Dor e o Amor

Em verdade não tenho palavras
Meu punho já doí
Minha mente recusa a pensar.
Não vou romantizar a dor
Tão pouco falar de amor.
Vamos falar do ar
O que você não tirou de mim
Ou tirou? Nem me lembro.
Não vou mais falar com você
Vou escrever q mim mesmo
Pare aqui, não cruze esta linha
Pedi que não lesse mais
Por acaso ira ler ate o fim?
Creio que ira, te conheço.
Assim me obriga a escrever
Não quero sofrer. Espere!
Se parar de sofrer, paro de escrever.
É melhor, vou ser feliz
Não !... Esta bem, só um pouco
Provei a felicidade, é produtivo
Assim como a dor
Então optei escrever pela dor
Porque a dor, a dor
A dor me lembra você.
Isso é triste.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

É mais sábio voltar a dormir

Por hora é teu lábio que me segue
pelo menos é em meu sonho
pudera eu fazer disto a verdade
e que sabe assim não haveria a saudade.

Um verso branco era a intenção
porem quem escreve é o coração
se amanha o sol a mim não nascer
me arrependo apenas de não te ver.

Diz a mim que o passado esta morto
e que não me viu querida
pois só assim saberia o quão triste
é a dor, só a dor d'uma partida.

Nexo agora é o de menos
mãos já tem vida própria
guiadas pelo coração então.
É mais sábio voltar a dormir.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Na Chuva

É um paradoxo
buscar abrigo da chuva,
querer estar na chuva.
Sentir a chuva.

É esplendoroso
beijar na chuva,
abraçar na chuva.
Ou brincar na chuva.

É aconchegante
o teu abraço na chuva,
o teu olhar calmo.
Nosso momento na chuva.

Se você tem frio
eu te esquento na chuva
e sentimos a chuva,
brincamos na chuva.

É o nosso momento
na chuva.


terça-feira, 22 de janeiro de 2013

É Simples, é Complexo, é Lindo

Aprender a amar
tal como a escrever
ou como andar,
é simples.

Dia a dia
letra por letra
passo após passo,
é complexo.

A doçura do beijo
a simplicidade da frase
a paciência do caminhar,
 é lindo.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Poema sem titulo. Nem é um poema

Deitei para escrever,
Fiz isso apos pensar,
apos ver a lua crescente
(tal como meu sentimento)
apos chorar no teu colo
apos fugir do teu peito.

Porem quando aqui deitei
escrever a você foi impossível,
chorava no momento
e as lagrimas molharam
todas as minhas linhas
frustraram minhas tentativas
todas as minhas tentativas.

Não há aqui caligrafia perfeita
Não há ortografia perfeita
Não há simetria perfeita.
De perfeito, há você

Fugi de vergonha
busquei caneta e papel
Tentei ser poeta eu confesso
porem não me agradam as rimas
me agradam as palavras
aquelas que tentei dizer.
Mas poetas não dizem, escrevem.
Mil perdões, não sou um poeta.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Por Amor

Até aonde você iria pelo amor?
Quem você enfrentaria?
Que batalhas você travaria?

Tudo isso 
pelo amor?

Até aonde você iria pelo amor?
Que barreiras você quebraria?
Que "pecados" você cometeria?

Tudo isso 
pelo amor?

Até aonde você iria pelo amor?
Que caminhos você percorreria?
Que mares você nadaria?

Tudo isso
pelo amor?

Até aonde você iria pelo novo amor?
Esqueceria um antigo amor?
Faria tudo o que fez, por um amor
por um novo amor?

Tudo isso
por um novo amor?

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Meu Epitáfio

Para deleite dos encalorados
eis que hoje veio a chover.
Todavia eu, com meus olhos
meus pequenos olhos
e diferente dos céus,
não me pus a chorar.

Rogo a quem um dia
isto resolver recitar 
não use de tais palavras
para ferir alguém
tão pouco se auto enganar.
Faça bom uso
de palavras d'um tolo.

Use da doçura d'um beijo,
da sensibilidade d'um toque,
do aconchego d'um abraço

Cunhem em meu epitáfio:
Nasceu do acaso? 
Sim!
Viveu no insano?
Também!
Mas morreu feliz
amando alguém!