segunda-feira, 28 de julho de 2014

Um Sorriso

 ...Talvez dOis no decorrer do dia.
                     Se bem me lembro, vi uma criança de mãos dadas com o pai.
Andei mais duas quadras, na rua onde um ipê soltava suas flores sobre o asfalto quente.
 Acelerei a moto e o pensamento. Abri meu portão, entrei a passos lentos.
Lembrei de você e o terceiro e ultimo sorriso do dia escapou.
 Rumo a minha cela, onde a cama e os lençóis estão imaculados desde sua ida.
Me perGunto se você se peRdeu no cAminho, pois até ontem não haVia voltado.
 Já não procuro ligaçõEs ou mensagens no meu celular barato. Tão pouco te busco no Travesseiro vaziO ao mEu lado.
"Ninguém morre de amor!" É...
SonS... gesTos... gostos...
"Ninguém morre de Amor!" É...
 Restam poucos pedaços aquI deNtro, tenho certeza que você irá quebrá-los também. ToDos eles.
 SintO-me saiNdo da cOva, desfiz o nó e joguei a coRda fora.
Já consIgo sOrrir três vezes ao dia.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Bilhetinho

Analiso tudo todas as noites.
deixo de dormir pra pensar em como agir. 
Vi que por mais que eu corra 
a faixa da chegada sempre corre para longe.
Decidi me estagnar, e
deixar as coisas acontecerem
pela sua vã vontade.  
Decidi fazer musica, 
encontrar os amigos, 
escrever e viver em função de mim.
A partir de agora sempre 
com um belo sorriso discreto no rosto
e com olhos pequenos de observador solitário.
passo por passo pretendo ir longe
mais longe do que eu posso imaginar.
Sabes bem onde me encontrar.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

O Amor e o Sábio: Parte 2

Estava o Sábio a contemplar o horizonte, recostado a sombra de uma árvore.
Quando seu silêncio fora quebrado por uma voz grave, porém bela. Era o Amor que o encontrava novamente.
 _ Bom dia, belo dia para apreciar a sombra não é caro Sábio?
_ Mais belo ainda para sorrir! Disse o Sábio inclinando suavemente sua cabeça para a direita.
_ Creio que nosso último encontro não foi tão produtivo, e os bons ventos do norte nos deram outra oportunidade de caminharmos lado-a-lado.
_ Sabes como nasci? Perguntou o Sábio á seu acompanhante.
_ O senhor e suas histórias... Conte-me!
_ Certa vez conheci uma bela pessoa, e por ela apaixonei-me. porém tal pessoa não me amava. Você, o amor, acompanhou-me naquele dia, mais não tocou o alvo de minha paixão. Tu talvez não te lembre o quanto doeu em mim tais chibatadas. Outrora disseram-me que aquele que apanha nunca esquece o rosto de seu atacante, e é para mim a mais pura verdade.
Passei a fugir de tua presença, assim nasceu um Sábio.
Com expressão de espanto o Amor se desculpou:
 _ Peço a ti as mais sinceras desculpas e pelo golpe que lhe dei retrato-me agora.
_ Desculpas aceitas. Quanto a acompanhar-me, estou bem em minha solidão. A grosso modo peço-lhe que te mantenhas afastado de minhas retinas, distante o bastante de meu toque para que assim não me machuques novamente. Ainda sou Sábio por fugir-te ás amarras.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Saudade do Sol

Mais um copo, ou dois.
Procuro me manter tonto,
me embriago e penso depois.
No meio tento viver.

Apago a luz e tudo gira,
egocêntrico que sou, acho belo isso tudo
E tudo tão psicodélico
um maldito circulo vicioso.

Deito-me buscando conforto
encontro uma cama enorme e vazia,
encontro saudade
e tudo ainda gira. Eu tento sorrir.

Um rabisco aqui, outro ali.
São flashes de memória, pensamentos.
Tudo é tão confuso, tão vazio.
Tudo esta girando.

Apago por segundos
e mesmo desligado, penso e lembro.
Choro no  silêncio, escondido.
Longe de tudo e de todos.
Com saudade do sol.