quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Linha Temporal

Passa tempo
vai la e me derruba
De novo e de novo
faz de minha carne enfeite
da ponta do teu açoite
E faça com um sorriso lindo
estampado na cara.

Fica tempo
um pouco mais calmo
me deixa viver
apenas mais um dia
sem sua raiva constante
e essa sua façanha
de sangrar aquele 
que não tem mais sangue

Volta tempo
aos dias tranquilos
de caminhadas amigas
e felicidade quase certa
chega de sangue
chega de açoite
vamos rir um pouco tempo.

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Fim da Rua

Desça até o fim da rua e descubra que não há nada
respire fundo e perceba o quão pequeno sou. O quão pequena és.
Caminhe em passos de solidão buscando motivos
e veja o quão insignificante é o querer.

Quando alcanço o que busco deixo quebrar de propósito,
ou não, pelo mero gosto de um bom desafio.
Corro olhos na janela, na porta e quando chego com eles ao meu lado
lá está você de certa forma apagada.

Me lembrando dos rastros deixados e dos prêmios conquistados
Parece tão calma, tão insignificante aos problemas
que até penso que tudo está bem
Mesmo não estando

Sorte a minha que meu amor a vida é enorme
e o meu pesar passa assim que as palavras saem
sem rumo, sem destino, sem nada
exatamente como o fim da rua.

quarta-feira, 18 de março de 2015

Talvez

Talvez eu seja um pouco mais
eu penso algo a mais?
Eu posso ser maior do que dizem
voar um pouco mais alto.

Talvez sou mais, do que me fizeram acreditar
alguém alem da placa de limites
posso ter duvidas e nem ao menos sei,
talvez roubaram minha capacidade de pensar.

Posso ser mais do que me fazem,
posso ir alem do que me mandam.
Posso ir a 77 quando me pedem 7.
Talvez eu ate consiga negar e nem sei.

Pode existir um mundo alem do horizonte
minhas correntes podem ser maiores do que eu me lembro
ou podem ate já estarem soltas e eu nem percebo.
Talvez eu seja um pouco mais?

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Expectativa Vs Realidade

A tal da insegurança, que bate na porta.
Sempre que seu sorriso se desfaz
e quando você evita meu toque no seu rosto,
tira minha mão da sua.

O tal do medo, que emerge.
Sempre que não me atende
que desliga o telefone,
não me procura e se faz forte.

Bato ai na sua porta esperando um abraço.
Recebo um aperto de mão.
Sem beijo quente nem carinho na pele.
Então me calo e me fecho.

Espero sua ligação
pelo mero devaneio de ouvir tua voz.
És minha doença e minha cura.
És minha pequena, meu sol.