Desça até o fim da rua e descubra que não há nada
respire fundo e perceba o quão pequeno sou. O quão pequena és.
Caminhe em passos de solidão buscando motivos
e veja o quão insignificante é o querer.
Quando alcanço o que busco deixo quebrar de propósito,
ou não, pelo mero gosto de um bom desafio.
Corro olhos na janela, na porta e quando chego com eles ao meu lado
lá está você de certa forma apagada.
Me lembrando dos rastros deixados e dos prêmios conquistados
Parece tão calma, tão insignificante aos problemas
que até penso que tudo está bem
Mesmo não estando
Sorte a minha que meu amor a vida é enorme
e o meu pesar passa assim que as palavras saem
sem rumo, sem destino, sem nada
exatamente como o fim da rua.