segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

O livro do observador solitário


Creio apenas que os ciclos passaram
E quem antes viveu hoje já não existe
E se os olhos da saudade fecham
Os lábios da realidade os abrem
Pois a noite é minha amiga
E o dia o intruso da nossa amizade
Se eu ando só nestas ruas
Não me culpo se não vejo a lua
O sol logo vem forte e flamejante
As duas da madrugada espero seu levante
Bata em meu rosto com força
Rasgue minhas roupas com fúria
Se eu hoje escrevo com alegria
Um dia tive tristeza e euforia
Quem me bate é o amor
Quem me cura também é ele
Quem chora pode ser você

Quem lê não quero saber.