quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Sete Palmos

Oscila a dor em meu peito,
enquanto a lua esta cheia la fora.
Tenho dolo de encontrar-te agora,
pois o tempo me consome com lentidão
e eu rubrico meu óbito com saudade,
em folhas duras de solidão.
 Os invernos passaram como sempre,
porem ambos mais frios sem teu colo.
Pudera e ter você em meus braços
pois o que vejo agora, são meus dados
corretos e estampados num obituário.
 Se tiver-me ainda em teu peito
clamo á ti, ó minha metade
perdoa este pobre escritor,
que cunha tua própria lápide.
 As estações passam, as estrelas brilham,
as crianças brincam, não chove
mais faz frio, e eu escrevo a ti.
 Calo-me agora, na esperança que te encontre,
quem sabe outrora me olhe.
 Fecho meu próprio túmulo
e despeço-me a sete palmos.


domingo, 9 de setembro de 2012

Ao Tempo e ao Vento

Escrever não é simplesmente uma maneira de expressar-me, 
é também a forma que encontrei de estar perto  dos teus lábios.
Espero sempre, que você me sinta quando pronunciar minhas frases,
ou quando ouvi-las.
Pois bem maior que o brilho do sol, é a saudade que sinto de você.
Dizem que o tempo nos trás quem merecemos, notou que estamos cada vês mais perto?
Eu notei, e notei também que todas as minhas ações conspiraram para que 
quando tu chegasse, eu estivesse a te esperar.
Peço agora ao tempo, que se por acaso ouvir meu apelo entre os de tantos apaixonados,
atenda-o com carinho, o mesmo carinho que tenho pela minha amada.
E peço também ao vento, que quando soprar ao norte, faça o favor de levar minhas palavras
ao ouvido daquela que eu amo.
Hoje sou muito cético, e desapegado do sobrenatural. Foi a falta do teu colo que
me tornou frio como estou.
Mais não morreu em mim a esperança de ter-te envolvida no calor do meu peito,
muito menos de sentir teu lábio ao meu.
Perco meu sono muitas noites, confesso que é por saudade do teu olhar que isso ocorre,
porem jamais meus sonhos contigo irão morrer,
tão pouco o amor que sinto por você.