Aqueles olhos com a cor da esperança.
Belos olhos que dilatam a escuridão durante o dia.
Daqueles olhos que cerram na noite.
Olhos que eu amei.
Estão longe, e isso receio ser pouco.
Em constante movimento vão rumo a meu anti-horário.
Ah, aqueles olhos!
Talvez se junto a eles eu fosse fiel, ontem eu não ousaria
procura-los.
Hoje eu os teria em minha face,
Sim, eu os teria!
E as lágrimas, muitas lágrimas.
Caiam sempre forte e torrencialmente,
Descrevendo-se somente por um pleonasmo.
A uma translação que não vejo quem os possui.
Porem eu os vi outra vez.
Não em corpo original, mais ainda brilhantes.
E brilhantes como sempre!
Que tal um sorriso?
Perdão! Eu falava de olhos!
Perdão! Também sorrimos com
os olhos.