Oscila a dor em meu peito,
enquanto a lua esta cheia la fora.
Tenho dolo de encontrar-te agora,
pois o tempo me consome com lentidão
e eu rubrico meu óbito com saudade,
em folhas duras de solidão.
Os invernos passaram como sempre,
porem ambos mais frios sem teu colo.
Pudera e ter você em meus braços
pois o que vejo agora, são meus dados
corretos e estampados num obituário.
Se tiver-me ainda em teu peito
clamo á ti, ó minha metade
perdoa este pobre escritor,
que cunha tua própria lápide.
As estações passam, as estrelas brilham,
as crianças brincam, não chove
mais faz frio, e eu escrevo a ti.
Calo-me agora, na esperança que te encontre,
quem sabe outrora me olhe.
Fecho meu próprio túmulo
e despeço-me a sete palmos.

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