segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Carta a ti

Por mais que as lágimas caiam a noite,
a dor bate em minha face a todo momento.
Olhar lugares e lembrar momentos bons também e doloroso,
cada dia longe de ti é uma tortura.
Uma tortura ditatorial.
A dura pena que pago pelo meu erro é agoniante,
se as noites são difíceis é porque meu pensamento
tenta encontrar teu sorriso.
E nessa tentativa cruel meu peito se machuca.
Como doí esse peito conformado.
Como doí meu anjo! Como doí!
Pequena, peço sempre as estrelas
que atraiam a tua atenção,
como um dia eu fiz.
Lembra-te da simplicidade que é o olhar de quem ama,
lembra-te de cada verso que proclamei a ti.
Pobre prosador é o que eu sou,
prosador apaixonado e entristecido,
desconsolado sem teu ombro.
Palavras saem mais não alcançam meu alvo.
Meu alvo é você.
Necessito de mais linhas,
pois preciso escrever a ti o que não cabe em tão poucas.
A culpa é inteira minha, e se hoje
choro de saudades endereçando tal carta a ti,
arrependo-me amargamente dos meus atos passados.
So que jamais me arrependerei de uma coisa
e grito alto e claro que a melhor coisa que fiz
no meu período vivido,
foi unicamente e exclusivamente conhecer o sabor do teu beijo.
E eu sinto ele agora.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Gostou? comente e deixe suas idéias tambem!