Grande coisa és tu, que liga e entristece.
Pois isso até eu sem ti o faria melhor
Se tua missão é sempre esta meu caro
Ponha-te fora de minha retina
Não me diga como sofrer
Isso, creio eu, ainda sei fazer bem.
Não quero que te metas onde é desejado
Tão pouco se tal lugar for meu coração
Procure outro para saciar-se
Não olhes á mim como um alvo
Pois tua peçonha conheço bem
Até de olhos cerrados
Mando á ti o meu pesar
E junto ond’encontro-me.
Mire bem teus olhos malditos
E não perca-me jamais de vista.
Pois um dia hei de mudar:
Ás beiradas da loucura
Esquina dos amantes
Perfeito número sete
Ao pais da insanidade.
Grato por assim dizer, ao Amor.
De quem te espera sempre
Incansavelmente em inércia

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